Quando é hora da verdade?
Saiba como agir quando crianças questionam se Papai Noel existe mesmo

A noite parecia longa, o sono demorava para vir e uma certa ansiedade aguardando a manhã de Natal para ver o presente no pinheiro na sala dominaram a infância de muitas pessoas, hoje adultas. O Papai Noel vinha durante a madrugada para deixar o presente escolhido. E ainda hoje vem na casa de muitas crianças que se comportaram bem durante o ano. A fantasia, explica a psicóloga e especialista em saúde mental, Marilia Giacobbo Trevizan, de Planalto/RS, representa muito mais do que um velhinho de vermelho e barba branca que entrega presentes.
“A infância é um período de sonhos e fantasias, e a história do Papai Noel talvez seja uma das mais gostosas e esperadas. A magia do Natal quando agregada a noção de empatia, solidariedade e amor transforma a experiência em uma linda vivência de partilha, criatividade e amor. A fantasia é o primeiro passo para transformar um desejo em realidade, e a fase de encantamento produz resultados positivos no desenvolvimento infantil, estimula a criatividade, prolifera o amor e principalmente a vinculação entre as pessoas envolvidas”, argumenta.
Mas chega o momento em que a criança começa a ficar na dúvida sobre a real existência do Papai Noel. Ele existe mesmo ou são seus pais que acordam durante a madrugada para colocar o presente no pinheiro? Quando o momento do questionamento chega, explica Marilia, os pais devem avaliar se a hora da verdade chegou mesmo ou se dá para esticá-la por mais um tempo aproveitando todos os encantos do mistério.
Cada criança, detalha Marilia, possui um desenvolvimento a seu tempo, mas em média por volta dos seis ou sete anos iniciam os questionamentos sobre a existência ou não do Papai Noel.
Quando esse momento chega, os pais devem conversar com a criança seguindo alguns passos e aproveitando o momento para estreitar laços. “A conversa com os filhos sempre deve ser baseada no amor e na escuta sincera dos pais. Quando questionados, devem perguntar o que o filho acha sobre isso e entender em que fase ele está e se está pronto para dar o próximo passo ou ainda pode permanecer mais um tempo vivenciando essa linda fantasia. Os pais não devem mentir para os seus filhos e podem propor que descubram juntos, que possam verificar nos próximos Natais e assim viver mais uma grande aventura, percebendo que cada descoberta torna os pais mais próximos de seus filhos. Juntos e aliados podem aproveitar e entender a importância do bom velhinho”, argumenta.
Vivenciar esse momento de fantasia na infância traz benefícios para as crianças na vida adulta, segundo destaca Marilia: “Quando a criança passa por essa fase de fantasia de maneira harmoniosa e gostosa, acreditando que os sonhos são possíveis de se tornarem realidade, de acreditar no desejo tornam-se adultos mais esperançosos, com mais fé na vida, com mais vontade e ação para tornar os desejos realidade”, enfatiza.






