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Discurso: Leonir Lunelli, quando da posse da Academia

Discurso: Leonir Lunelli, quando da posse da Academia
Professor Leonir Lunelli Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento Regional Supervisor de Educação Superior da 14a SDR-Ibirama Arquivo Cabeço Negro

Senhoras e Senhores,

Muito nos orgulha fazer parte desta seleta mesa de autoridades, mas o que me comove e gratifica foi o convite direcionado à 14a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Ibirama, a qual represento, para participar deste evento, “a Posse dos Acadêmicos da Academia de Letras do Brasil-Santa Catarina-Seccional Apiúna”, pelo seu presidente Marcelo Luiz Bértoli. Em seu nome, agradeço aos demais acadêmicos.

Nobre Presidente e demais Acadêmicos, a trajetória que vos trouxe até aqui, é aquele percorrida por escritores que não desistem nunca, porque a arma dos fracos é desistir, e a arma dos fortes é persistir sempre.

A trajetória de cada um de vocês foi de autodescoberta e de autoaperfeiçoamento e que, às vezes chega a esta Casa Acadêmica. Casa esta dos homens e mulheres letrados, intelectuais, que tem no escrever, o prazer de suas vidas.

Quando isso acontece, vive-se um momento de inusitada emoção, um peculiar momento em que, de súbito, descortinamos uma imensa paisagem literária, da qual vocês, mesmo na condição de humilde detalhe, são integrantes. De repente nos damos conta de que aqui, fomos precedidos por grandes escritores, como o primeiro Presidente da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis, que em 20 de julho de 1897 teve a sua sessão inaugural no Rio de Janeiro.

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Citando Machado de Assis, Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, Jorge Amado, Zélia Gattai quero aqui fazer uma menção aos grandes escritores deste país, figuras verdadeiramente lendárias em nossas vidas e em nossa formação. Como disse Isaac Newton, “nossa visão então se alarga, porque, mesmo diminutos, estamos sobre os ombros de gigantes da literatura. Vejam nobres acadêmicos, a grande responsabilidade que vos aguarda.

Não é preciso definir a Academia de Letras Seccional de Apíúna, porque iniciada por um mancebo, aceita e completada por vocês acadêmicos, já nasce com alma nova, naturalmente ambiciosa. Tenho a plena convicção, que o vosso desejo é conservar no meio da federação política, a unidade literária como também a sua constância.

A Academia de letras do Brasil foi inspirada na Academia Francesa, e uma verdadeira Academia deve sobreviver aos acontecimentos de toda ordem e de todas as castas, às escolas literárias e às transformações civis. A vossa Academia Seccional Apiúna, há de querer ter as mesmas feições de estabilidade e progresso.

Vocês escritores, cada qual com seu estilo, têm o poder de nos transportar para o mundo da magia, na emoção de seus livros, a embalar nossos sonhos, fazendo-nos descobrir as belezas e as maldades da vida.

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Ao falar de grandes escritores da literatura brasileira, deveria eu aqui, dizer frases profundas, poéticas, belas, deveria proferir um discurso com análises e citações, mas vos confesso, não sou tão arrojado e devidamente preparado para discursar para uma plateia tão seleta e uma Academia tão qualificada como esta ao qual me dirijo. Sou apenas um educador, que ama a leitura, não tenho a veleidade de ser um poeta, pois quem não lê, não fala, não ouve e não vê. Fazer parte de uma Academia como esta, só se justifica, quando a maior preocupação for ler mais, ler melhor e escrever melhor.

Segundo Jorge Amado, uma história para prender o leitor, só presta, empolga e nos faz sonhar, quando transmitidas com prazer e emoção. O verdadeiro escritor é aquele que conduz o leitor por mundos distantes, os mais estranhos, os mais fantásticos, leva o leitor a palmilhar as estradas do mundo e da vida. Através da imaginação voa por céus, atravessa mares tranquilos e, por vezes encapelados, sobrevoa montanhas e atravessa desertos, viajando no tempo da imaginação.

Acredito sinceramente, que o maior propósito desta

Academia, é a defesa da liberdade. Não apenas a liberdade de expressão literária ou a liberdade de defender e/ou cultuar a memória de nossos antecessores. Mas a liberdade plena.

Com todas as letras maiúsculas. A liberdade de poder ir e vir, de ser responsável, de ser caridoso, de ser solidário, de participar. A liberdade de poder ser livre para pensar a própria liberdade.

Para encerrar, parabenizo cada acadêmico, e agradeço o Presidente da academia de

Letras de Apiúna, Marcelo

Luiz Bértoli, que me deu a honra do uso da palavra.

Muito Obrigado.

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