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De onde vêm as luzinhas?

Na Alemanha, velas foram as precursoras. Nos EUA, elas foram inventadas

De onde vêm as luzinhas?
Arquivo Cabeço Negro

As luzinhas que dão um colorido todo especial para as árvores de Natal, e até mesmo casas e jardins, teve origem na região mineradora de Erzgebirge, no leste da Alemanha - pelo menos para os alemães. Quando tinham que ir para casa, em meio a uma tempestade de neve nas noites escuras nos dias que antecediam o Natal, os mineiros contavam com a ajuda de moradores, que colocavam velas por trás das janelas para mostrar o caminho. A tradição dos arcos decorados com velas ainda ilumina toda a região nesta época do ano.

Os moradores do Erzgebirge sobreviveram à primeira crise da mineração em 1650, com a fabricação artesanal de figuras de madeira, criando assim uma nova tradição. Sempre na segunda semana do Advento ocorre o Festival de Luzes de Schneeberg, que inclui um mercado de Natal com os tradicionais artesanatos, concertos e diversas possibilidades para conhecer melhor as tradições dos mineiros. É possível realizar uma visita guiada pela histórica mina Weisser Hirsch (Cervo Branco). O “Mettenschicht” é uma antiga tradição dos mineiros. O nome se refere ao último turno de trabalho antes do Natal, quando, ao final, uma missa natalina é celebrada. Muitos locais do Erzgebirge oferecem essa cerimônia aos turistas, em minas desativadas. Elas incluem ceia, música e passeios guiados.

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Não coloque fogo na casa

Os alemães souberam transformar a tradição dos mineradores em atração turística, mas muito antes disso as luzes de Natal começaram a enfeitar pinheiros nos Estados Unidos. Não eram propriamente lâmpadas. As pessoas usavam velas, mesmo sabendo que corriam risco de colocar fogo na casa, o que não era raro de acontecer.

Thomas Edison foi o primeiro a utilizar luzes elétricas na decoração, isto em 1880. Tendo criado as lâmpadas incandescentes, ele resolveu pendurar algumas ao redor do seu laboratório no Parque Menlo para chamar a atenção de quem passava pela ferrovia nos dias que antecediam o Natal. Mas foi em 1882 que o inventor Edward Hibberd Johnson, que na época era o vice-presidente da Edison Electric Light Company, criou um conjunto com 80 lâmpadas incandescentes vermelhas, brancas e azuis para um pinheiro. Johnson exibiu esta nova invenção em seu salão na Quinta Avenida em Nova York no dia 22 de dezembro 1882, o que fez daquela data a noite de abertura para a iluminação da árvore de Natal com lâmpadas elétricas.

Quando passaram a ser comercializadas, as luzes de Natal costumavam vir em uma caixa de madeira com todas as coisas necessárias para a instalação - as bases, fio, e as lâmpadas. O fato de seguradoras pararem de pagar por danos causados em residências queimadas pelo uso de velas também ajudou a invenção de Johnson a deslanchar. Depois dele, várias empresas entraram no mercado e as lâmpadas ganharam novos formatos. Com a evolução da tecnologia, elas foram ficando menores até chegarem no que se tem hoje. No Brasil, os chamados pisca-pisca se popularizaram depois que iniciaram as importações da China. Hoje, não decoram apenas pinheiros, mas casas, jardins e ruas inteiras.

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