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Como escolher o espumante

Saiba quais são os tipos e os métodos de produção

Como escolher o espumante
Arquivo Cabeço Negro

O espumante, embora possa ser consumido em qualquer época do ano e ocasião, é a figura central dos brindes de Ano Novo. Mas como escolher? O enólogo Álvaro Domingues, da vinícola gaúcha Miolo, que trabalhou por 10 anos na elaboração de vinhos e espumantes, explica que o consumidor pode levar em conta os tipos e métodos de produção empregados para definir o que servir conforme a ocasião.

A maioria dos espumantes disponíveis no mercado é elaborado por dois métodos: o Champenoise, também chamado de tradicional, e o Charmat. O primeiro foi desenvolvido na região de Champagne, na França - somente os espumantes produzidos lá podem levar o nome de Champagne. Neste método, a fermentação ocorre na própria garrafa e a bebida é elaborada com vinho das uvas Chardonnay e Pinot Noir, mas outras variedades podem ser usadas, dependendo da região. “O espumante pelo método Champenoise geralmente é um produto frutado, complexo e persistente”, diz. Para o espumante ser elaborado, são adicionados açúcar e leveduras especiais e ele vai para a fermentação. No outro método, o Charmat, a segunda fermentação ocorre em tanques de inox. “O espumante elaborado neste método não envelhece e geralmente caracteriza-se por um espumante jovem e frutado”, salienta. Há ainda outros métodos (veja quadro) de elaboração.

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Segundo Álvaro, o espumante ou até o champanhe são geralmente bebidas leves e refrescantes, e a cada dia observa-se o aumento da freqüência no consumo, deixando de estar presente somente em festas, comemorações ou datas importantes e passa a fazer parte do cotidiano da vida das pessoas. “É possível, então, bebermos espumante desde o início da confraternização”.

O enólogo destaca que espumantes podem ser servidos do começo até o fim das refeições, como também degustar fora de hora. “Normalmente sugere-se para as entradas, ou aperitivos, ou petiscos, antes do almoço ou jantar; bebidas secas. Produtos doces, ou demi-sec, o até suaves pela presença do açúcar dificultam a percepção sensorial, e até de sentir o sabor dos pratos e ingredientes. Acompanhando entradas, com petiscos, sugere-se normalmente espumante brut, podendo ser um espumante brut ou até brut rosé. No caso dos pratos principais, nas refeições ou até na ceia, também sugere-se bebidas secas. Os espumantes brut ou brut rosé, são interessantes para harmonizar os pratos principais, pois são companheiros ideais para qualquer tipo de refeições. Para acompanhar as sobremesas, sugere-se, os espumantes mais doces, como um moscatel espumante ou espumante demi-sec. Quem preferir apreciar a sobremesa continuando a degustar um espumante brut pode o fazê-lo. É interessante destacar que para a melhor harmonização, a doçura da sobremesa seja equivalente, ou maior que a da sobremesa para melhor equilibrar no paladar”, sugere.

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