Amve e Cisamve lançam programa inédito para fortalecer corregedorias municipais no Vale Europeu
Para quem já ouviu nossa opinião sobre esse tema talvez vá soar apenas como repetição, mas precisamos voltar ao assunto para buscarmos a conscientização de todos.
Vamos lá: ética e moral são faces da mesma moeda porque se referem ao com portamento humano em sociedade, não são sinônimas, mas se entrelaçam. Nos tempos hodiernos muito se discute, especialmente, em relação à política acerca de atitudes imorais ou antiéticas. Tanto ética quanto moral são anteriores à política, mesmo que a política, hoje, influencie demasiadamente sobre ambas.
Mas o que é ética e o que é moral? Ética é obediência ao que não é obrigatório, mas é bom, justo e coloca o coletivo sobre o individual, o contrário do mau. São valores universais que são idênticos em qualquer lugar do planeta. Seriam virtudes inatas que orientam as ações humanas mesmo sem a interferência de um Estado organizado. A ética é ligada ao caráter.
A moral é baseada nos costumes e isso sim tem influência geopolítica. É o que está certo ou errado em cada localidade e cultura, portanto é variável. Podemos ter por exemplo, o concubinato (relações extraconjugais tidas imorais) e o poliamor (hoje relacionamentos múltiplos e até conjuntos).
Hoje vivemos muito mais uma crise moral do que ética, em que pese uma reflita na outra, porque a mudança na moral pode alterar a ética. É como um navio sem mapa (ou GPS) que fica incapaz de se nortear. É só olhar para novas gerações.
As pautas progressistas e de esquerda, buscam constantemente (e há anos) uma projeção para mudança brusca de costumes, um foco na perda de valores, na falta de compreensão entre as gerações e pessoas.
Hoje, por narrativas – que nada mais são do que ‘fake News’ ditas ‘para o bem’ (tudo entre aspas) – está desconstruindo tanto a moral quanto a ética. Qualquer grupo identitário e militante é medida da ética, é o marcador de como você se comporta sendo até criminalizado.
Falar que uma pessoa é gorda, no auge de seus 200 kg, é gordofobia. Falar que a Branca de Neve não pode ser negra pelo próprio nome e descrição de quem a criou é racismo; falar que homem é homem e mulher é mulher é transfobia. Casos como esses que seriam questões morais estão atingindo a ética porque estão colocando o ser humano que não concorda ou que fala combatendo tais narrativas como um vilão, o mau, como um ser humano que deve ser banido da sociedade porque alguém diz que a regra de conduta mudou.
Mas aceitar o outro e as diferenças são regras (éticas) inatas. A política nunca teve ética porque ela é movida pelos costumes. Em defesa de minorias, a maioria dos políticos aprova e entende que tais pautas são necessárias para se manter no poder e não para promover o melhor relacionamento entre humanos.
O comportamento ético, dito como valores universais, portanto, como o básico do respeito a qualquer ser humano e sua complexidade natural, está sendo corrompido dia a dia num discurso vazio de que tudo é construção social, como se essa construção acontecesse de um dia para outro e quando temos indícios do homem na Terra há 5 milhões de anos.
Pelas narrativas (estórias) na busca da mudança da moral, porque tem gente que nasceu com raiva do mundo e com inveja do outro, a identidade de gênero que é uma ideologia está sendo tratada como uma ciência e como uma verdade constante do mundo humano desde o primitivismo, como uma regra ética, quando é uma tentativa de mudar o costume local (que é no campo da moral). Sócrates estaria horrorizado vendo a deturpação e a falta de uso da racionalidade para estudar a natureza humana com uma imposição de evolução que fica no campo das ideias e algumas até das patologias da psique humana.
Por isso, a linha é tênue entre a moral e a ética, porque pela ética se tem princípios, valores e virtudes inatas e postas universalmente. Pela moral que são os costumes, a cultura e, portanto, os fatores sociais que a constroem, se explicam práticas como a religião, a política, o Direito que são diversos, diferentes em várias partes do planeta e mutantes.
Por isso, hoje se enfrentam disparidades na religião, na política e no Direito. São eles que estão mudando o mundo por dois estágios de ‘desenvolvimento’: por uma prática (ação forçada) somada a uma narrativa (uma fala qualquer, mas com ares de convicção e verdade) que visa a ‘desconstruir’ a tradição (moral e ética).
O ser humano existe na busca de um existencial nobre. Todos querem ser os escolhidos a uma grande missão, querem fingir estar fazendo algo grandioso. Porém, quando não consigo essa grandiosidade e notoriedade, forço os meus pares (outros humanos) a me aceitar com todas as deturpações físicas e morais que eu tenho para que eu não precise me esforçar e me elevar no nível das virtudes pretendidas numa existência humana.
E nisto consiste nossa própria reflexão ou deveria ser uma reflexão diária de cada um de nós: sou antiético? Ou sou imoral? Ou sou os dois? Porque quando não nos posicionamos, quando ficamos sobrevivendo ao mundo sem o propósito básico que é buscar virtudes em nossos lares e nossa família não estamos sendo éticos com nossa própria natureza que é gregária e virtuosa. Estamos deixando barbáries e narrativas firmes (porém, nada coerentes) adentrar nossos lares e dizer o que é e como deve ser.
Se cada um cuidar e dominar seu quadradinho, certamente, o mundo melhorará. A ética está dentro de cada um e mesmo que haja tentativas forçadas de mudança, como disse Ayn Rand “Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade.”
Então, você é o que?
Apenas siglas
Apenas gafanhotos...
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