Temporada frustra expectativa dos bares e restaurantes em Santa Catarina, aponta Abrasel
Para quase 60% dos empresários, o movimento de turistas ficou abaixo do registrado no mesmo período no ano passado

Para quase 60% dos empresários, o movimento de turistas ficou abaixo do registrado no mesmo período no ano passado
A temporada de verão se aproxima do fim com um sentimento de frustração para o setor de bares e restaurantes de Santa Catarina. Embalados por uma expectativa de alta no turismo, os empresários se prepararam para atender a demanda, mas o movimento ficou abaixo do esperado. Segundo a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel SC), entre 1º de janeiro e 17 de fevereiro, 58% dos estabelecimentos receberam menos turistas comparado com o mesmo período do ano passado.
Entre os empresários, 36% apontam uma queda de até 15% e 22% indicaram uma redução de mais de 15% na presença de turistas. Para 24% dos entrevistados o movimento foi igual e para 18% o movimento foi maior ou muito maior. Considerando a região da Capital, os resultados são parecidos: 59,8% dos estabelecimentos registraram movimento menor, 26,2% tiveram movimento igual e 14% maior.
Apesar de o número de turistas argentinos ter ficado abaixo do esperado no estado, 49% dos empresários afirmaram ter percebido um aumento no fluxo de visitantes de países da América Latina, enquanto que 33% observaram um aumento de turistas brasileiros.
“O setor tinha uma grande expectativa para esta temporada, mas o resultado ficou abaixo do necessário, especialmente do ponto de vista financeiro. Mesmo com a presença de turistas, muitos estabelecimentos não conseguiram gerar lucro e operaram com margens extremamente apertadas. Empresários enfrentaram custos elevados, equipes incompletas e dificuldade de transformar o aumento do movimento em resultado financeiro efetivo. A temporada de verão representa, historicamente, o principal período de geração de caixa do setor e é fundamental para o equilíbrio econômico das empresas. O que vimos foi um setor trabalhando mais, com custos maiores e retorno menor”, analisa Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC.



