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Exaltação de um Povo

Apiúna, 26 anos de independência política; 148 anos de história

Exaltação de um Povo
Arquivo Cabeço Negro

"Apiúna és amor, Apiúna és a or, no berço deste vale encantador. Tens o dom da natureza, no teu nome a grandeza de um povo vencedor."

Parabéns Apiúna, 26 anos de emancipação político-administrativa; 148 anos de colonização.

A nossa história não foi diferente de tantas outras das imigrações no Vale do Itajaí. A saga de nossos primeiros imigrantes atravessou grandes obstáculos. O progresso foi cerceado por disputas pelo poder econômico. Seu crescimento estagnado durante várias décadas, voltando a progredir com o advento da grande estrada, a BR 470.

Esta grande história teve início na metade da década de quarenta, século XIX, portugueses advindos do litoral, região de Tijucas, por aqui estiveram. Índios, onças, cobras e as diculdades naturaisdeumanovaterra afastaram os intrépidos aventureiros, poucos aqui caram. Fixaram-se nas proximidades da localidade de Subida. Por volta de 1867, foi implantado no lugar denominadodeMorro Peladooprimeiro Rancho, pelo engenheiro alemão Emil Odebrecht, que à partir de 1871 passaria a ser conhecido como Rancharia de Passo Odebrecht.

Em abril de 1876, o engenheiro Doutor João Maria de Almeida Portugal registrava o projeto da Vila de Aquidabã. Aos 29 dias do mês de setembro de 1878, com a chegada de 150 imigrantes advindos dos núcleos de colonização da região, foi fundado o povoado de Aquidabã, na localidade antes denominada de Bugherbach.

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As denominações:

- Bugherbach: Ribeirão do Bugre, devido à aldeia dos índios Botocudos que aqui habitavam. - Ribeirão Neisse: Devido ao ribeirão que corta a sede do município e que também é nome do rio que divide a Alemanha da Polônia.

- Aquidabã: origem guarani que signica terras férteis entre rios, ilhas, terras aguadas. Nome de um rio no Paraguai onde em suas margens, em 1o de março de 1870, sucumbiu o Imperador Francisco Solano Lopes, durante a sangrenta Batalha de Riachuelo, pondo m a guerra. Nome de um encouraçado da Marinha Brasileira, o maior navio de guerra do Brasil. Navio este que teve importante papel no movimento revolucionário de 6 de setembro de 1893 (Revolta da Armada) passando para os anais da história Brasileira e principalmente para a história Catarinense. Também escrito como Aquidaban, o nome foi em homenagem a Emil Odebrecht, voluntário desta terra na Guerra do Paraguai.

Em 26 de agostode1934foiinstituído o distrito de Aquidaban, pertencendo ao território do município de Indaial.

-Apiúna:Em1odejaneiro de 1944 devido à revisão territorial passou ao nome denitivo de Apiúna. De origem indígena que signica cabeço-negro devido à pitoresca montanha com forma de cabeça e escura existente na sede do município, conhecida como Morro Dom Bosco.

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Cabeço - cume arredondado de monte. Negro de cor preta.

Em 1976 tramitou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina um projeto para emancipação de Apiúna, mas foi arquivado. Em 1987 o Deputado Heitor Sché solicitou seu desarquivamento e o transformou no Projeto Lei 256/87, o qual deu origem a lei no 1.100 de 04 de janeiro de 1988. A emancipação foi assinada pelo então Presidente da Assembleia Deputado Juarez Furtado.

A primeira eleição em Apiúna foi regulamentada pela Lei Federal no7.710,de22dedezembro de 1988 e realizada em 16 de abril de 1989. A instalação do município se deu no dia 1o de junho de 1989 e o seu primeiro prefeito foi o empresário Nicanor Morro.

A área territorial do município é de 490 km2, divididos em uma pequena área urbana e mais 40 localidades: Ribeirão Basílio, Ribeirão Roxo, Ribeirão São Luiz, Margem Esquerda, São Felipe, Morro Grande, Ribeirão Vinte, São Pedro, Ribeirão Carvalho, Subida, Caeté, Baguaçu, Poço Ruim, Santo Antônio, Cipó, Santa Luzia, Gabirobal,AntaGorda,Tangará, Baú, Santa Rosa, São Jorge II, Jacutinga, São Jorge I, Ribeirão Cachimbo, Ribeirão Tigre, Alto Rio Novo, Rio Novo, Braço Rio Novo, Salão, Sabiá, Barra das Águas Frias, Vargem Grande, Bracinho, Jundiá, Fachinal do Bepe, Neisse Central, Pedra Branca, Cascudo e Águas Frias.

O município está localizado no Médio Vale do Itajaí, distante 47 quilômetros de Blumenau.

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